Ser (um) Humano

“Be Human” (Ou, “Ser (um) Humano”) é uma música que faz parte da trilha sonora do excelente  anime Ghost in the Shell. Você pode até nutrir uma certa ojeriza por animes e outras coisas do outro lado do mundo (às vezes, é até justificado), mas acredito que o que realmente é bom deve ser exaltado.

Contextualizando rapidamente, a trama de Ghost in the Shell se passa num futuro não muito distante (cerca de 2037), no qual máquinas com “inteligência” convivem com pessoas. Acompanhamos o dia-a-dia da Seção 9, uma divisão de elite que investiga e combate crimes que aparecem nessa nova sociedade absolutamente transformada, com enfoque para os questionamentos morais e éticos que surgem daí. Uma característica marcante em Ghost in the Shell é que, frequentemente, somos levados a (re)pensar um pouco nas “definições” que damos para vida, consciência e emoções.

Tachikoma

Tachikoma

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A arte de voar

O Guia do Mochileiro das Galáxias diz o seguinte a respeito de voar:

Há toda uma arte, ele diz, ou melhor, um jeitinho para voar.

O jeitinho consiste em aprender como se jogar no chão e errar. Leia o resto deste post »


A Vingança do Berimbau

Recebi numa lista de email o seguinte cordel, que é uma resposta ao “notável” “professor” Antonio Natalino Manta Dantas, do curso de Medicina da UFBA. Esse “professor” ficou famoso após ter proferido a asneira de que “baiano só toca berimbau por ter apenas uma corda”, numa tentantiva de justificar o baixo desempenho dos estudantes de Medicina daquela faculdade. Genialmente concebido, o cordel é assinado por Miguel de Lucena, mais conhecido como “Miguezim de Princesa”. Clique aqui para saber mais do poeta, que é jornalista, delegado e poeta, além bacharel em Direito, paraibano (terra boa!) e autor de um blog. Leia o resto deste post »

Será?

“Será”: resumo de todos os nossos medos, anseios e desejos. “Será?” exprime surpresa, encatamento, desgraça, vontade, alegria, tristeza. Diz tudo, menos dúvida. Quando dizemos “Será?”, não estamos em dúvida; aliás, temos certeza de que não sabemos o que vai acontecer, e ter certeza não é ter dúvida. Estamos supondo. Temos algo na cabeça e queremos pôr à prova. Ficamos excitados: “será?”. Ficamos vivos, sentimos que iremos sentir algo. Uma coisa nova à nossa espera. “Será?” é o que nos faz mais humanos, o que não nos faz descansar, que nos faz ir em frente em busca de respostas e mais interrogações. Sem “será?”, como ser?

Texto sem título sobre a vida

A gente nasce. Cercado de gente que acha que sabe o que está fazendo. Gente que olha pra gente e acha que “que gracinha” é o mais certo a se dizer. Essa época é boa, pois a gente não acha nada. A gente só começa a achar que sabe alguma coisa quando se dá conta de que não sabe de nada. Leia o resto deste post »