DC++ – O compartilhador que não precisa de você

E, muito provavelmente, você também não precisa dele.

Logo quando surgiu a febre dos compartilhadores de arquivos (Mp3? Nunca! É crime!), eu usava o velho KaZaA. Bom, ele me atendeu, e muito bem, e durante um bom tempo. E não sei porque a gente sempre quer algo mais, mas aconteceu algo que eu nunca pensei que aconteceria: o bom KaZaA já não servia mais pra mim (na verdade, acho que era por causa dos vírus).

E olha que eu ainda insisti. Enquanto muita gente tinha problemas com vírus, eu era lá todo cuidadoso nas minhas pesquisas. Depois de um mês querendo baixar a mesma mp3, vi que não tinha mais jeito mesmo. Desisti, das mp3 e de todo o resto de downloads – era tarefa quase impossível pela discada. E eu ainda ousava baixar clipes.

Aí chegou a banda larga (na verdade, banda larga só quando é mais de 2Mbps). Ah, Velox, você me ajudou um bocado. Agradeço mais pela enxurrada de informação – se não está na internet, então não existe. E senti de novo a necessidade de baixar minhas musiquinhas, e procurava por paz. Acho que em um site sobre animes foi onde descobri o compartilhador do qual até desconectado sou fã.

“DC++” significa “Direct Connect” – “Conexão direta”. Isso porque o programa só serve de comunicação entre o download direto de um arquivo de um usuário pra outro. O “++” acho que se deve pelo fato dele ter sido programado em C++, uma popular linguagem de programação. Ou então pela sua maravilhosa funcionalidade.

Algumas pessoas me perguntam como eu consigo pegar umas músicas tão difíceis de se achar sem nunca ter aprendido a mexer direito no eMule. Nunca precisei do eMule, Shareaza, Limewire, o diabo que fosse. O DC++ me é completo. Não é perfeito, mas é o mais próximo que se pode chegar disso, porque ele tem uma forte política de compartilhamento.

Sim, política.

Ele é meio chato pra configurar no início – normalmente, alguém tem que configurar pra você se você não tiver alguns conhecimentos de redes, IPs, configurações do roteador, proxies etc. Na verdade, essas configurações não são essenciais, mas sem elas você não pode usufruir da verdadeira potencialidade do sistema. Mas depois que você configura isso, é tranquilo.

Logo depois de devidamente configurado (ou não) , o programa-cliente (DC++) carrega uma lista de servidores públicos (nele, os “servidores” são chamados de “hubs”). É basicamente através desses hubs onde as coisas efetivamente acontecem – quem conhece o mIRC vai logo perceber algumas semelhanças. Você se conecta a um hub, carrega uma lista de usuários e realiza as suas pesquisas.

Alguns pontos que merecem destaque na rede DC++:
– Existem usuários ativos e usuários passivos. Os passivos só podem pesquisar/baixar dos usuários ativos. Os usuários ativos podem pesquisar/baixar de qualquer usuário disponível;
– O que diferencia um usuário passivo de um ativo é a maneira como seu programa está configurado – quebrar a cabeça um pouco no começo vale a pena. Além disso, pode haver limitações de acordo com o seu tipo de conexão;
– Alguns hubs não são públicos – podem exigir senha;
– Alguns hubs públicos podem exigir um pequeno cadastro – e geralmente não se faz download antes desse cadastro, com login (apelido/nick) e senha;
– As pesquisas têm um intervalo mínimo – que eu já vi variar de 80 a 1500 segundos – o que faz você pensar direitinho antes do que quer pesquisar;
– Muitos hubs não permitem pornografia – mas há (não muita);
– Não é permitida pedofilia;
– (Esse é o meu preferido) Muitos hubs exigem cotas mínimas de compartilhamento. Muitos hubs nacionais exigem 1GB de arquivos, mas há um conhecido hub internacional que exige um mínimo de 30GB de arquivos por usuário. Em outros hubs dedicados a compartilhamento de DVDs completos, esse limite não raro atinge 50GB, 100GB, a depender do hub;
– Não é permitido falso compartilhamento – mas há (não muito);
– (Esse é o meu preferido²) Não é permitido interromper um upload. Se alguém estiver fazendo download de algum arquivo seu e você cancelar, você corre o risco de ser banido do hub ou desconectado do hub – e seus dowloads vão para o beleléu;
– Alguns hubs públicos podem não aparecer na pesquisa de hubs públicos – podem ser encontrados em sites pela web.

Bom, alguém pode achar isso muito chato. De fato, é um pouco mesmo, mas eu acho BEM melhor que as intermináveis filas do eMule, as quais são passíveis de scripts. Além disso, as cotas de compartilhamento aliadas à proibição de falso compartilhamento favorecem a integridade da rede. Geralmente, um hub com bastante gente tem de 10 a 12 mil usuários. Isso não necessariamente significa bastantes resultados nas pesquisas, mas é um forte indicador.

E mais: imagine só 10 mil pessoas, cada uma compartilhando um MÍNIMO de 20 GB – como geralmente é.
Isso dá cerca de 195 Terabytes de arquivos compartilhados (se você não tem noção, isso é MUITA COISA!) , em uma rede confiável, verificada por pessoas que só buscam um compartilhamento verdadeiro. Mas não raro a quantidade de arquivos compartilhados em um hub grande chega aos 500 Terabytes (isso, amigos, é um absurdo).

Não me canso de falar bem do programa: na parte lateral da janela principal de cada hub, é exibida uma lista dos usuários. Nela é mostrada também quanto cada usuário compartilha. Há um seres que eu julgo não ser deste planeta, os quais atingem sozinhos 2 Terabytes de arquivos compartilhados. Não sei se isso é possível em um pc doméstico – duvido muito. E, através dessa mesma lista de usuários, você pode baixar uma lista com todos os arquivos do usuário – tudo dividido por pastas, tal qual o dono os organizou. Você pode baixar pastas completas – e pastas completas também aparecem como resultados das pesquisas. Isso facilita muito a vida de quem gosta de baixar álbuns completos.

Pra facilitar e organizar ainda mais, há hubs com objetos específicos e hubs de países. Um conhecidíssimo bub brasileiro é o MP3 Brasil, mas também há o BrazilConnection e muitos outros. Há hubs só pra metal, música gospel, música norte-america, latina, dance, anime, o que for. Até hub pra música de vídeo-game (sim, um dos meus favoritos, o VGM). Enfim, uma infinidade de coisa dentro de uma infinidade de hubs.

Bem, no mais, há um link abaixo com o principal programa-cliente da rede DC++, que se chama Dc++. E também um link de um breve manual, algumas considerações aos novos usuários da rede. Aos que se sentiram animados, perserverança, pois não é tão fácil – mas é muito recompensador. Aquela música que você só escutou uma vez, adorou, só sabe o nome e não acha em lugar nenhum com certeza está lá em algum lugar, esperando por seu faminto download.

Site com tutoriais: http://www.hubmp3brasil.cjb.net/
Página de Download: http://www.aphp.hpg.ig.com.br/downloads.html


2 Comentários on “DC++ – O compartilhador que não precisa de você”

  1. Nathyyyyy disse:

    Fikei com preguiça de ler..kkkkkkBjooooooooooooo cacooooo!!!

  2. Zi disse:

    Caco, adorei a dica!Tenho usado o e-mule, mas não é satisfatório, como vc falou.Vou experimentar o DC++. Legal, boa dica.


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