Relatos de Feira – Parte 1 de muitas

Ouvindo: Joe Satriani – Super Colossal – Super Colossal (2006)

Doutor, meu caso é grave. Parece que eu tenho mania de me meter em furadas didáticas. Dessa vez, tenho um relatório pro dia 29 de setembro, sobre atividades e pesquisas desenvolvidas em quatro sessões turoriais (eu chamo de aula moderninha), para as quais não fui sequer a uma.

Puxa vida, morando em casa de terceiros. Agora sim o Caco tá virando gente. Ainda sinto como se estivesse aqui para uma breve visita e logo fosse voltar para a minha terrinha, se é que posso chamar Aracaju de minha e/ou de terrinha; mas logo o gostinho do novo feijão se failiarizando vai me fazer perceber a verdade. Ao que parece, ganhei um quarto só meu, um privilégio do qual uma pessoa que sempre dividiu o quarto com dois irmãos nunca fez questão alguma. Mas, já que está assim, deixa. =]Bom, o pessoal com quem estou morando me pareceu muito amigável a um primeiro momento, são parentes. Eles são legais, apesar de qualquer opinião minha tão cedo poder parecer hipocrisia.

A minha maior tristeza, entretanto, é a incomunicabilidade com os amigos. Tchau, orkut, até segunda ordem [entre este parágrafo e o anterior, tratei de encher o bucho]. E tchau email, e “pesquisas transversais”, e download de mp3s [se bem que, para isso, temos os amigos!], e muitas outras coisas. E MSN. Pra sua informação, este texto está sendo digitado em meu pc, no bloco de notas (porque ele é legal), totalmente off-line. Só depois, se não tiver sido bloqueado o acesso ainda, é que eu vou atualizar meu blog nos laboratórios da UEFS.

Sempre me vem algo à mente que quero escrever e logo depois esqueço. Reservo este parágrafo ao pensamento esquecido

Rapaz, tem algo aqui em Feira de Santana que não me entra na cabeça com facilidade. É um tal de transporte gratuito que eu, na minha ignorância de novato na cidade, fiz questão de pagar, quando podia ter o serviço ao custo de alguns passos na direção do ponto certo. E sim, gratuito e de qualidade: não vou pagar passagem de volta pra casa, ao que tudo indica. Dá pra entender isso? Transporte de graça? Se eu ainda tivesse minha querida internet, esse seria um assunto em pauta nas “pesquisas transversais”.

Neste exato momento, tive uma miragem: avistei uma janela do MSN piscando na barra de ferramentas, ansiosa por uma resposta. Pura ilusão: tal qual um dependente químico, a gente se familiariza com os efeitos da droga; não que a gente não dê valor a um bem quando o tem em abundância. Mas acontece que a gente fica tão habituado a essa coisa natural que é a internet que começa a achá-la natural.

Saudades de grandes amigos à parte, reencontrei minha doce Maria. Sua presença me conforta na aula de cálculo, de uma maneira que o limite da minha função tende ao infinito de um abraço. Começo a me sentir em casa com essa situação, ou talvez não tão em casa assim. Ainda estou perturbado com a relativa urgência do relatório [que me faz querer chorar].

Caramba, Feira é quente, e fria. Minha nossa, aquele vento de crepúsculo açoita até pensamento e faz arrepiar pelo de cobra. E aquele vento que bem podia ser refrescante, é um complemento dos 30 graus que parecem querer torrar a cidade. Esta parece ser agradável mas, por ora, nada convidativa a um passeio – por ora. Tenho outras preocupações mais urgentes no momento, como o relatório, que me faz querer chorar.

No mais, o pensamento esquecido parece não ter vindo. Reservo-me de volta à minha situação de re-calouro. E gostaria de agradecer ao Grande Rui pelo maravilhoso presente. Essa ferramenta – como ele mesmo chamou a pen-drive [ \o/ ] é uma mão na roda; graças a ela, essa desimportante publicação é possível!

Ouvindo: Joe Satriani – Made Of Tears – Super Colossal (2006)[porque a música, amigos, é o melhor conforto a qualquer aperto]
PS.: minha forçada abstenção à internet me obrigou a procurar a lanhouse mais próxima para saciar meu vício. Triste condição.


3 Comentários on “Relatos de Feira – Parte 1 de muitas”

  1. Rafael \o/ disse:

    Se você não se incomodar, Caco, gostaria de reproduzir o seu Memorial ao Pensamento Esquecido no meu blog. Sempre acontece de eu ter algo para escrever e, no momento seguinte, não o ter mais.E, sim, eu entendo seu vício, meu amigo. O vício pela net é horrível, pq ele não causa efeitos colaterais. Ninguém morre de overdose de internet. =/Coragem, Caco. Já diria meu professor em Microeconomia – no guts, no glory.

  2. Nath ^^ disse:

    ah caco, obrigadaSão seus olhos [que leram o post errado =P ]e você deveria começar um livro de crônicas, hein… ou suas memórias ^^E concordo com o rafa sobre a net. =]o/

  3. Rui disse:

    Cara, sem internet, sem msn, sem “pesquisas paralelas”, sem download de mp3…Se preocupe não, quanto mais cedo vc se formar, mais cedo terá um bom emprego e tb um laptop com link de satélite e até mesmo um carro com ar-condicionado!Um abraço cara, sinto saudades!


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